quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Jam 
Poket Show - Etno Tribes 
Na minha infância amava breakdance, tentava alguns passos pois era febre na época. Alguém me contou que a dança nasceu junto com a invenção do relógio digital, onde o tempo começou a ser marcado com formas geométricas quadradas ao invés de giros... Pensando na intertemporalidade das coisas, no oscilar das formas e energias, no estar ou não no tempo, nas regras, nos ritmos e formas... criei uma breve dança ou um jogo de teatro no qual brinco com personagens e arquétipos que são ligados pelas ondulações vitais do Tribal. Ativei assim toda uma memória corporal, JAM foi o nome que dei ao experimento.


Fotos Andréa Magnoni










 Shazam!


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

... não há palavras que explique meus sentimentos pela escritora Clarice Lispector ...

" Mas que abismo entre a palavra e o que ela tentava dizer..."



" Sou mais aquilo que em mim não é"

...certos escritores trabalham com matéria viva em suas  páginas, transformações.
Alquimia!
... esse meu singelo Solo é um agradecimento pela companhia na busca sem fim, 
Lispector em suas linhas entrelinhas!!!

 Deixo as imagens captadas por Tito Casal 
e palavras de Clarice Lispector. 
Grata!

“E eu não suportava a transformação lenta de algo que lentamente
 se transforma no mesmo algo, 
apenas acrescentado de mais uma gota idêntica de tempo.”
" A vida se me é, e eu não entendo o que digo. E então adoro.”


" Provação. Agora entendo o que é provação. 
Provação: significa que a vida está me provando. 
Mas provação: significa que eu também estou provando. 
E provar pode se transformar numa sede cada vez mais insaciável.”
“A tentação do prazer. A tentação é comer direto na fonte. A tentação é comer direto na lei.
 E o castigo é não querer mais parar de comer, e comer-se a si próprio que sou matéria igualmente comível.
 E eu procurava a danação como uma alegria.
Eu procurava o mais orgíaco de mim mesma.”

“Eu sou mansa mas minha função de viver é feroz.”

"Eu, que chamava de amor a minha esperança de amor.”
 “Era uma violentação das minhas aspas, das aspas que faziam de mim uma citação de mim.”

 “O que eu era antes não me era bom. Mas era exatamente desse não-bom que eu havia organizado o melhor: a esperança. De meu próprio mal eu havia criado um bem futuro. (…) 
Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.”


 “Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.”
 “Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. 

Vídeo


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Entre Saltos 
saltou 
na minha frente enquanto navegava na internet,
 fui seduzida pelo vermelho,
 me inscrevi!!! 
O primeiro dia conheci todos os organizadores numa conversa maravilhosa sobre performances urbanas, fiquei encantada!


O Coletivo Pi tem um estudo lindo sobre o tema, 
além da preparação corporal que foram dois dias,
 super bem organizado e com muita paixão.
 Uma simplicidade de conhecimentos abundante,
 e era apenas o início.


 Nunca tive local de ensaio, a natureza que vive no meio das grandes cidades é o meu lugar, é lá que me vem as ideias, sendo assim me torne artista urbana, 
a intenção, no inicio, 
era ensaiar, 
criar.

Então performances urbanas já faz parte de minha trajetória, 
em coletivo, é uma outra sensação, 
magnifica. 

Uma onda de êxtase que invade,
 um cardume penetrando o Mar.


Uma dança inconsciente em comum.


 As ruas me inspiravam seres, caminhadas, danças.
 O desequilíbrio, o desnível de um pé no salto outro no chão,
 todos os outro milhares 
de desníveis que 
encontramos no caminhar...





...ás vezes ouço a euforia das pessoas na hora que passávamos em silêncio.
 A vontade deles de querer ouvir
 qualquer palavra,
 talvez seja a mesma minha de querer encontrar alguma que expresse...
Não encontrei, 
mas meu coração vibra tudo muito forte ainda.



Depois de uma instalação terminamos todos de pernas pro ar
 no Dique do Tororó, 
inicio da noite, 
nas luzes um quadro de 
Van Gogh!


  Um êxtase, 
o contagio pelo espírito, 
o fabuloso espírito da arte. 
Canalizando sempre a energia do Amor!



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Cruéis e Tentadores I

Estava em cartaz com Lispector by Ia, quando Marcelo me convidou para uma interferência no Café Atelier junto aos Cruéis e Tentadores, aceitei, mesmo sem tempo de ensaiar com eles e nem comigo, me joguei. 
A ideia era um clip, estava ouvido muito Mina, Marcelo sugeriu Amore mio, gostei!




Com a minha vida toda desandada, resolvendo várias burocracias sem fim, que me destoaram, ouvia a música na correria do dia dia e nem ensaiei.

Como a arte reflete a vida...





Por que não destoar em cena? Assumir o perdido, a tentativa de se encaixar no canto...
  Sempre existe o que esquece o que destoa, vou assumir. 
Fui. 
Um pouco antes nos encontramos e fizemos os último ajustes lá mesmo, conheci todos na hora me vesti e fui...







A energia foi a de querer cantar junto na euforia, mesmo sem saber a letra. 
Química linda dos elementos, alquimia perfeita, delicia!!! Amei! Love!

Segue vídeo na integra e com mais detalhes:



Chame isso como quiser

Café Atelier JC Barreto

Tatiane Carcanhollo
 Marcelo Sousa Brito 
Ia Santanche

Foto Tito Casal


quarta-feira, 29 de julho de 2015


  Cartas a Théo é um marco na minha vida, a grandeza das palavras e a sabedoria me inundou, mostrando todo um outro lado do pintor...
mas o fato de você ler só as de Vincent sem saber as respostas do irmão, um ser e o oco\eco, me instigou a criar várias performances. 
Nesta dou ênfase à esperança, teimosia e persistência do pintor, traduzo os movimentos das telas para criar a linguagem da Dança.


No texto selecionei cartas sobre a afirmação da sua identidade  e força artística, dei uma leveza mais espontânea ao personagem que é carregado de clichês de louco\suicida.
Van Gogh by Ia/ desconstrução nasce justamente do processo em que o artista se confronta com as regras impostas pelo mundo que tentam destruir as bases fortes de sua arte. Sendo assim, temos um personagem repleto de paixão, oscilando entre a sua verdade e as conformações. Um anônimo que dança para levantar a poeira do mundo, acostumado com cores sombrias, e que aos poucos vai retirando de si, outras possibilidades, a das cores quentes, a do Calor Humano.
No cenário, a pobreza. Na iluminação estática, o mundo sombrio. O figurino, cores e truques, mostram o artista isento de qualquer apoio externo, tirando de si toda a movimentação e magia que representa o pintor no mundo
dos quadros.





"Esse mundo é um estudo que não deu certo."



“Pois bem em meu próprio trabalho arrisco a vida e nele minha razão naufragou." 



"Quando sinto uma terrível necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas."  


  
  "recitem o que quiserem sobre a técnica , com palavras de fariseus, vazias e hipócritas, o verdadeiro artista deixa-se guiar por essa consciência que chamamos sentimento."

" Faz parte do ato de criar. De fazer. É uma mistura de razão e sensibilidade.Mesmo que você não saiba pintar e desenhar não terá importância. Esqueça técnicas, mestres, crítica, timidez, falta de capacidade, etc. O que importa Théo, é que você vai viajar para dentro de você. Apenas faça e divirta-se."




                "Quem não é senhor do próprio pensamento não é senhor de suas ações.