sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Lispector by Ia



... a linguagem alheia ou coisas que não adiantarão para nada ou Lispector by Ia ou? ou! ou ...
Apoiado em obras da escritora Clarice Lispector, o solo é uma espiral de questionamentos e buscas desenfreadas em que a interrogação eterna é dada aos que participam com a presença física na cena.
A obra  é como um mantra em busca de uma presença sensorial extra-humana, a atriz ou antena parte da Paixão segundo GH e navega pelos escritos, pelo público, questionando, expandindo e atrofiando, partículas e cosmos. É intimista, extremista e infinita, como a própria escritora.
O personagem ou antena é um ser de terceira dimensão beirando a quarta, e deste conflito entre o real e o REAL capta nas entrelinhas de Lispector uma saída, assim nasce o Texto que é um Re-quebrar do pensamento lógico e racional predominante no dias de hoje.
O cenário um objeto não identificado, na iluminação uma  esfera que abriga o personagem em seu percurso, numa invocação sobre os Círculos, movimento simples do qual vibra uma verdadeira existência.
Em um mundo onde os fatores são externos e as possibilidades superficiais, este solo, monólogo ou desabafo, é um retorno ao Re-ciclar de palavras, sentimentos, atitudes e trajetórias. Uma verdadeira Reciclagem Humana... 


Nenhum comentário: