sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Lispector by Ia



... a linguagem alheia ou coisas que não adiantarão para nada ou Lispector by Ia ou? ou! ou ...
Apoiado em obras da escritora Clarice Lispector, o solo é uma espiral de questionamentos e buscas desenfreadas em que a interrogação eterna é dada aos que participam com a presença física na cena.
A obra  é como um mantra em busca de uma presença sensorial extra-humana, a atriz ou antena parte da Paixão segundo GH e navega pelos escritos, pelo público, questionando, expandindo e atrofiando, partículas e cosmos. É intimista, extremista e infinita, como a própria escritora.
O personagem ou antena é um ser de terceira dimensão beirando a quarta, e deste conflito entre o real e o REAL capta nas entrelinhas de Lispector uma saída, assim nasce o Texto que é um Re-quebrar do pensamento lógico e racional predominante no dias de hoje.
O cenário um objeto não identificado, na iluminação uma  esfera que abriga o personagem em seu percurso, numa invocação sobre os Círculos, movimento simples do qual vibra uma verdadeira existência.
Em um mundo onde os fatores são externos e as possibilidades superficiais, este solo, monólogo ou desabafo, é um retorno ao Re-ciclar de palavras, sentimentos, atitudes e trajetórias. Uma verdadeira Reciclagem Humana... 


quinta-feira, 11 de setembro de 2014


Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

  Clarice Lispector


 

sábado, 1 de março de 2014

" Nada dentro do nada"

O Olhar,




o Ver



e o Enxergar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Devemos mudar nossa filosofia antes que qualquer outra coisa mude.Mudar a filosofia da competição ( a qual, hoje, penetra e peverte nosso sistema ) para a filosofia da cooperação, em associações livres. Mudar nossa insegurança material por uma humanidade segura; trocar o indivíduo pela tribo, petróleo por calorias e dinheiro por produtos.
A grande mudança que necessitamos fazer é do consumo para a produção, mesmo que em pequena escala, em nossos próprios quintais. Se 10% de nós fizessem isso, haveria suficiente para todos. Assim vê-se a futilidade dos revolucionários que não têm jardins, que depedem do próprio sistema que atacam, que produzem bombas, e não alimento e abrigo.

Algumas vezes, parece que somos apanhados, todos nós na terra, em uma conspiração consciente ou inconsciente para permanecermos parados e sem esperança. E, mesmo assim, são pessoas que produzem todas as necessidades de outras pessoas. Juntos, podemos sobreviver. Nós mesmos podemos curar a fome, toda a injustiça e toda a estupidez do mundo. Podemos fazê-lo compreendendo a forma pela qual funcionam os sistemas naturais, pelo reflorestamento e jardinagem cuidadosos, pela contemplação e pelo cuidado com a Terra. GaIa!
BILL MORISON

terça-feira, 29 de abril de 2008




"Não ter nascido bicho é uma minha secreta nostalgia." C.Lispector

AQUILO QUE NÃO ME DESTROI ME FORTALECE

"Não ter nascido bicho é uma minha secreta nostalgia. Eles às vezes chamam do longe muitas gerações, e eu não posso responder senão ficando quieta. É O CHAMADO." C. Lispector

Aquilo que não me destroi me fortalece.